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Pistola alemã P-38
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Julgamentos de Nuremberga

// Informações sobre o Julgamento de Nuremberga.

Instrução do processo

A ideia de criar um tribunal em que os vencedores julgassem em conjunto e em simultâneo um grupo de criminosos de guerra era uma situação absolutamente nova. Em anteriores conflitos os acusados tinham sido julgados por tantos tribunais quantos os países vencedores, sendo considerados em cada um deles exclusivamente os crimes cometidos contra um único Estado.

A pressão da opinião pública internacional obrigou a acelerar os trâmites do processo, o qual se inicia mal finda o conflito. Não espanta, por isso, que seis meses passados sobre o final da Guerra, e tendo em atenção o elevado volume da informação a analisar, estivessem elaborados os quesitos da acusação.

Sobre a celeridade que rodeou todo o processo, Robert Jackson declararia mais tarde que um maior período de preparação teria possibilitado desenvolver e fundamentar melhor o líbelo acusatório, tornando-o mais homogéneo e reduzindo a duração do julgamento.

Os juristas americanos foram os primeiros a chegar a Nuremberga, iniciando de imediato um meticuloso trabalho de investigação. Foram examinados mais de 10 documentos do III Reich, tendo sido traduzidos 4.000 que seriam apresentados para provas. Para visionar diverso material cinematográfico foram instalados na sala um projector e um ecrã. Cada uma das quatro potências dispunha em Nuremberga de uma equipa de 600 pessoas.

O Tribunal era composto por quatro juízes, um por cada uma das potências vencedoras, e quatro outros de reserva. O presidente do colectivo era o britânico Geoffrey Lawrence, uma escolha que se viria a revelar acertada dada a sua atitude desapaixonada perante os factos. O seu adjunto era Sir William N. Birkett.

Os juízes norte-americanos eram Francis BiddeleJohn L. Parker; os franceses, Donnedieu de Vabres e Robert Falco, enquanto os soviéticos se fizeram representar por dois juízes militares, o general de divisão Nikitchenko e o tenente-coronel Volchkov. Ao longo do processo os juízes vestiram as tradicionais togas, excepção feita aos soviéticos que nunca deixaram de envergar o uniforme militar.


 

O banco dos réus

No final do conflito os americanos fizeram 300 prisioneiros de guerra alemães considerados como os principais criminosos de guerra do regime nazi, enquanto do lado soviético as capturas se elevaram a meio milhar de criminosos de guerra. Em Nuremberga seriam julgados apenas os principais responsáveis, em número de 24 e, posteriormente, reduzidos a 22. Robert Ley, responsável pela Frente de Trabalho do III Reich, suicidou-se antes do início do processo ? enforcando-se na cela ? e o industrial alemão Gustav Krupp, de idade avançada e gravemente doente, acabou por ser dispensado de comparecer no julgamento.

Martin Bormann, por seu turno, foi julgado à revelia já que na altura se desconhecia o seu paradeiro, não se sabendo se tinha ou não perdido a vida durante a batalha de Berlim.

Dado que os prisioneiros apenas tinham a roupa com que haviam sido feitos prisioneiros, foi contactado um alfaiate de Nuremberga que lhes confeccionou um traje à medida, o qual lhes foi imediatamente retirado no final do julgamento.

Nenhum dos acusados foi autorizado a usar insignias militares nem, tão pouco, lhes foi reconhecido o tratamento habitualmente devido às patentes militares.

Foram colocados em celas individuais, com uma sentinela militar à porta ao longo das 24 horas do dia. Não podiam conversar entre si nem abandonar o lugar que lhes estava destinado no Tribunal. Efectuavam 20 minutos diários de exercício físico.

O percurso entre as celas e a sala era meticulosamente controlado por soldados estratégicamente colocados nos corredores que conduziam ao elevador.

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