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Missa no Monte Suribachi (Iwo Jima)

// Depois do hastear da bandeira americana em Iwo Jima, ocorreu uma missa no cume do Monte Suribachi que encorajou os soldados a continuarem com a batalha.

A famosa foto intitulada Raising the flag on Iwo Jima registou o momento em que os marines conquistaram, no dia 23 de Fevereiro de 1945, o cume do vulcão Suribachi, ponto mais alto da ilha de Iwo Jima. Essa foto foi tirada por Joe Rosenthal na segunda vez em que a bandeira norte-americana foi hasteada.

Mas o que não é muito conhecido é lado da bravura profundamente católica que envolveu o primeiro hastear da bandeira. 

O livro do padre jesuíta Donald Crosby, Battlefield Chaplains: Catholic Priests in World War II, narra os feitos dos padres católicos que participaram da Segunda Guerra Mundial. Entre eles, Pe. Crosby conta a história do sacerdote jesuíta Charles F. Suver, com então 38 anos de idade, pertencente à 5ª Divisão de Fuzileiros Navais. Ele era um dos 19 capelães que ministravam os sacramentos para as três divisões de marines que participaram na mais sangrenta batalha no Pacífico.

Suver nasceu em Ellensburg, Washington, no ano de 1907. Formou-se na faculdade de Seattle, em 1924, e foi ordenado padre em 1937. Pouco depois do ataque japonês em Pearl Harbor, ele alistou-se na marinha como capelão e foi designado para acompanhar os soldados na batalha de Iwo Jima.

Um dia antes do desembarque na ilha, a tensão aumentava entre os soldados que sentiam a morte a aproximar-se na medida em que o navio ficava mais perto de seu destino. Eles sabiam que teriam que enfrentar, em breve, mais de 23.000 japoneses liderados por um dos mais capazes generais do Japão. A coragem dos marines seria testada ao máximo.


 

Alguns fuzileiros foram, então, após o jantar, até a cabine do Pe. Charles Suver para conversar sobre a invasão que ocorreria ao amanhecer. Em certo momento, um jovem oficial disse que se ele tivesse uma bandeira americana, a levaria até o alto do monte e talvez alguém a hasteasse lá em cima.

O tenente Haynes, desafiando o oficial, imediatamente respondeu: "Certo, você leva a bandeira que eu a coloco lá em cima". Com uma santa ousadia, Pe. Suver acrescentou: "Vocês colocam ela lá em cima e eu celebro uma missa em baixo dela!".

Às 5:30 da manhã do dia seguinte, 19 de Fevereiro, ainda a bordo do navio (LST 684), o Pe. Suver celebrou uma missa para os fuzileiros navais. Logo após, alguns marines fizeram-lhe várias perguntas, especialmente sobre coragem. Então, o sacerdote jesuíta respondeu: "Um homem corajoso cumpre o seu dever, apesar do medo atroz. Muitos homens têm medo, por muitas razões diferentes, mas poucos são corajosos".

Padre Suver desembarcou nesse dia às 9:40 da manhã, na mais perigosa de todas as praias, a Green Beach. Sob o fogo de metralhadoras que começaram de repente a disparar, ele foi forçando a atirar-se para o chão. Mais tarde soube que tinha estado atrás das linhas japonesas e no território controlado por cinco metralhadoras.

Ele arrastou-se imediatamente para a trincheira mais próxima. Apesar destas situações enervantes, o padre Suver não abandonou a ideia de rezar uma missa no Monte Suribachi assim que a bandeira americana lá fosse hasteada. A sua vida esteve em risco diversas vezes durante a batalha, mas ele conseguiu sempre manter o domínio de si mesmo e continuou a exercer sua função.

Passaram-se cinco dias de combates sangrentos. O Pe. Suver estava a trabalhar num posto de socorro com seu ajudante Jim Fisk (durante a batalha foram designados assistentes para transportar os equipamentos dos capelães) quando percebeu que os marines escalavam cautelosamente o Monte Suribachi. Embora a situação fosse extremamente perigosa, ele decidiu que este era o momento. Convocou seu ajudante, pegou sua mala com o material necessário para celebrar a Missa e correu em direcção do vulcão.

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Fonte:
Texto retirado do trabalho de Edson Carlos de Oliveira.


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