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Rendição do Japão

// Depois das bombas atómicas no Japão e todas as derrotas do Exército Imperial Japonês, o imperador Hirohito decidiu anunciar a rendição do Japão pondo fim à Segunda Guerra Mundial.

A 10 de Agosto de 1945, o governo do Japão anunciou a decisão de aceitar os termos da rendição incondicional, conforme o Protocolo da Conferência de Potsdam, pondo um fim definitivo à Segunda Guerra Mundial.

Antes dessa rendição a Marinha Imperial Japonesa estava sem recursos e uma invasão aliada das ilhas estava iminente.
Enquanto diziam para a população que o povo deveria lutar até o fim, os líderes do Conselho de Guerra do Japão tentaram estabelecer negociações bilaterais para uma rendição à União Soviética, com o intuito de fazer com que o governo de Estaline fosse responsável pela mediação da paz com os demais Aliados.
No entanto, os russos renegaram o Pacto de Neutralidade Soviético-Japonês a 5 de Abril de 1945 para então romper, em  Julho as relações diplomáticas com o Japão, iniciando a preparação da invasão do Japão, conforme o planeamento conjunto dos Aliados, estabelecido com Winston Churchill e Franklin D. Roosevelt na Conferência de Ialta.
Nos dias 6 e 9 de Agosto, os Estados Unidos lançaram ataques nucleares em Hiroshima e Nagasaki, respectivamente. Entretanto, a 8 de Agosto, a União Soviética declarou Guerra ao Japão e iniciou a invasão da Manchúria (chamada de Manchukuo pelos japoneses), derrotando rapidamente o Exército Imperial japonês que ocupava a Manchúria e a Coreia.
 
Após os ataques nucleares e a derrota do Exército Imperial na Ásia continental, o Imperador Hirohito determinou ao Conselho de Guerra que tentasse negociar uma paz minimamente honrosa com os Aliados.
Dadas as más perspectivas da guerra, todas as várias derrotas militares e a tentativa falhada de golpe de Estado, o imperador Hirohito acabou por aceitar a rendição incondicional do Japão.
 
Embora os Aliados tivessem concordado em só negociar a paz em conjunto, foram os soviéticos que mais resistiram a aceitar as condições de paz, muito favoráveis aos EUA, uma vez que os seus próprios exércitos estavam avançando rapidamente sobre a China ocupada pelo Japão.
O avanço soviético na China e norte da Coreia assim como a avanço americano no sul da Coreia só foram interrompidos a 1 de Setembro. Nesse momento, as tropas soviéticas já se encontravam no paralelo 38 mas o respectivo avanço foi interrompido assim que as tropas dos Estados Unidos desembarcaram em Incheon.
 

 
A 28 de Agosto, começou formalmente a ocupação do Japão pelo Comandante Supremo das Forças Aliadas. A cerimónia oficial de rendição aconteceu no dia 2 de Setembro, quando oficiais do Japão representando o Imperador assinaram o documento da rendição do Japão ao general americano Richard K. Sutherland, a bordo do USS Missouri. Comemorou-se então nos vários países Aliados o Dia V-J (Vitória no Japão).
 
Existem muitas controvérsias a respeito das negociações que levaram à rendição japonesa, pois os Estados Unidos chegaram a declarar que esta tinha sido uma "rendição incondicional". No entanto, a rendição japonesa foi diferente da rendição alemã, esta sim uma rendição verdadeiramente "incondicional".
No caso do Japão, parte do governo japonês, incluindo o Imperador, foi mantida no poder, e apenas uma parcela desta elite foi condenada por causar a guerra. As negociações de paz resultaram numa ocupação bem diferente da ocorrida na Alemanha, que foi ocupada pelas potências vencedoras.
No caso do Japão, ocorreu apenas ocupação por parte das tropas dos Estados Unidos, enquanto os soviéticos permaneceram tão somente nos territórios que haviam ocupado, como o norte da China, e por um período mais longo na porção norte da Coreia.
A divisão da Coreia acabou sendo intensificada em seguida, levando a uma divisão definitiva do país, mantida até à actualidade.
 
O Japão ocupado por tropas americanas, foi desmilitarizado na sequência da guerra. Embora tenha sido impedido de possuir forças ofensivas, parte das suas forças armadas foram mantidas sob comando dos EUA, que as utilizaram para manter o controlo sobre a Coreia do Sul e Taiwan. Uma considerável parte destas forças ainda tomou parte da Guerra da Coreia (1950-1953), subordinada ao exército dos Estados Unidos.
Na China e na porção norte da Coreia, regiões libertadas pela URSS, cresceu muito o apoio aos comunistas, ao ponto destas regiões aderirem ao socialismo antes do término da década de 1940.
Com a vitória dos comunistas na Revolução chinesa em 1949, a ilha de Taiwan, que havia sido transformada em território colonial durante a ocupação japonesa, foi mantida como um país capitalista graças ao apoio dos Estados Unidos e em conformidade com os interesses japoneses.
As ilhas Sakhalinas e as ilhas Kurilas acabaram definitivamente anexadas pela URSS, e até hoje fazem parte do território russo.

Fonte:
Wikipedia, Blog de Alexandre Philippi.


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