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Treblinka

// Informações relativas ao campo de concentração de Treblinka.

O campo de extermínio de Treblinka foi o maior campo de concentração nazi. Situava-se próximo do caminho-de-ferro, junto da povoação de Treblinka, entre as cidades polacas de Siedlce e Malkinia, a nordeste de Varsóvia. O espaço era dividido em dois campos distintos: um deles, de menor dimensão (Treblinka I), destinava-se ao trabalho forçado, e o outro (Treblinka II) era utilizado para o extermínio de judeus.

O campo de extermínio de Treblinka no qual centenas de milhar de judeus foram assassinados foi construído na Primavera de 1942 próximo de um campo de trabalhos forçados, ocupando uma área de cerca de 17 hectares. O campo era cercado por muito arame farpado e camuflado por uma densa floresta, ocultando o que se passava dentro do campo. No exterior do campo foram, igualmente, colocados obstáculos anti-tanque. Torres de vigia foram distribuídas ao longo da vedação.

O campo de Treblinka foi inicialmente supervisionado pelo SS-Obersturmfuhrer Imfried Eberl. No entanto, SS-Obersturmfuhrer Franz Stangl substituiu-o em Agosto de 1942, fazendo-se acompanhar por Kurt Franz que ficou com o cargo de vice-comandante.

Os primeiros prisioneiros destinados a serem mortos vieram transportados por comboio, tendo chegado ao campo de Treblinka no dia 22 de Junho de 1942, sendo que a partir de então a chegada de novos prisioneiros era constante.

Eram rapadas as cabeças às mulheres. Os homens, mulheres e crianças nuas eram transportados para as câmaras de gás, sendo dito que iam tomar banho.

Nas entradas das câmaras de gás era habitual encontrarem-se alguns ucranianos que, cruelmente, obrigavam os prisioneiros a entrarem nessas mesmas câmaras de gás recorrendo a alguns cães. Para além disso, os prisioneiros eram, por vezes, golpeados por facas por parte destes guardas. As vítimas dirigiam-se para as câmaras de gás com as mãos levantadas, por forma a que coubesse o máximo de pessoas dentro da câmara.


  O processo de gaseificação nas câmaras durava aproximadamente 15 minutos. Após ter sido observado o estado das vítimas através de uma pequena janela eram abertas as portas exteriores do edifício, sendo que os corpos caíam no chão. De imediato, os trabalhadores removiam os corpos, preparando a câmara para o grupo de prisioneiros seguinte.

Inicialmente, os cadáveres eram empilhados num foço, sendo mais tarde queimados. Entre o momento da chegada do comboio ao campo até ao fim do processo de gaseificação passavam somente algumas horas. Quando questionado no seu julgamento acerca do número que pessoas que eram mortas em apenas um dia, Franz Stangl, comandante do campo de Treblinka, respondeu:

A respeito da pergunta do número exacto de pessoas gaseificadas num dia, eu posso indicar que de acordo com a minha estimativa o conjunto de 3.000 pessoas transportadas em cerca de trinta vagões era liquidado em três horas. Quando o trabalho durava quatorze horas, 12.000 a 15.000 prisioneiros eras aniquilados. Havia muitos dias em que o trabalho durava da manhã à noite... Eu não fiz nada a ninguém que não fosse o meu dever. Tenho a consciência limpa.

Treblinka era sem dúvida alguma um local de execução em massa ? um campo de extermínio como Auschwitz. Depois do início de 1943 o número de carregamentos começou a diminuir. Em Fevereiro ou Março desse mesmo ano, Himmler visitou Treblinka, tendo ordenado a destruição de todos os vestígios de crime, tendo sido necessária a cremação de todos os cadáveres.

Estimou-se que cerca de 850.000 pessoas foram brutalmente assassinadas no campo de Treblinka. Foram mortos judeus dos territórios ocupados da Polónia, Checoslováquia, França, Grécia, Jugoslávia e URSS, assim como da Alemanha e Áustria. Os ciganos polacos e alemães foram, igualmente, enviados e mortos em Treblinka.

O campo de extermínio de Treblinka foi, finalmente, encerrado em Novembro de 1943.

Legenda do mapa do campo de concentração:

  1. Entrada do campo próxima da rua Seidel
  2. Sala de guardas perto da entrada
  3. Aposentos das SS
  4. Armazém de armas
  5. Bomba de gasolina
  6. Garagem
  7. Entrada para a Praça da Estação
  8. Quarto de Franz Stangl
  9. Serviços das SS (barbearia, médico e dentista)
  10. Aposentos dos funcionários do campo
  11. Padaria
  12. Mercado
  13. Aposentos dos judeus previligiados
  14. Quartos dos ucranianos
  15. Jardim Zoológico
  16. Estábulos, gaiola das galinhas e pocilga
  17. Quartos dos Capos, mulheres, alfaiate, sapataria e carpintaria
  18. Cozinha dos prisioneiros
  19. Quartos para os prisioneiros do sexo masculino, lavandaria e armazém de ferramentas
  20. Ferreiro
  21. Latrina
  22. Praça das chamadas dos prisioneiros
  23. Plataforma da estação
  24. Armazém para os objectos retirados dos prisioneiros
  25. Praça de deportações
  26. Local onde as prisioneiras se despiam
  27. Local onde o cabelo das prisioneiras era cortado
  28. Local onde os prisioneiros se despiam
  29. Área de recepção de novos prisioneiros
  30. Local de execuções ('Lazarett')
  31. 'O Tubo' - caminho para as câmaras de gás
  32. As mais recentes câmaras de gás (10 câmaras)
  33. As mais antigas câmaras de gás (3 câmaras)
  34. Valas comuns
  35. Crematórios
  36. Quartos, cozinha e latrinas dos prisioneiros



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Comentários
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jose Erculano
16 de October 2012 às 03:40:08
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Muito interessante ,coisas que o mundo todo precisa guardar na memória. Nunca mais isso se repita ,e que todo ser humano lute até a morte , e que nunca se ajoelhe diante da violência .
ruy sampaio filho
09 de March 2013 às 22:22:53
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vitimas inocentes não puderam se defender,cabe aos que não sofreram essas atrocidades se colocarem em seus lugares e não aceitarem nem a simples negação destes fatos e reagirem ;Não permitir que seres tão ruins repitam nem em hipoteses estes graves fatos
paulo s formagio
04 de November 2013 às 13:38:34
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Estive em Auschwitz, não dá pra ficar calado com o que ficou ali registrado para o sempre ! Barbaridade é pouco ! Exemplo tipico de como parte da raça humana ainda tem muito a crescer !
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