Islândia

// Informações sobre a Islândia antes, durante e depois da guerra.



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Até ao princípio do século XX, a economia da Islândia tinha permanecido praticamente medieval, mas com a autoridade económica estabelecida no país, iniciou-se uma fase de progresso a um ritmo relativamente acelerado. Nesta altura, ainda existia uma certa luta pela independência; em 1904 a Islândia criou o seu próprio governo, tendo, finalmente, em 1918 a Dinamarca reconhecido a Islândia como um reino independente. A partir deste momento, até à Segunda Grande Guerra, existiram grandes progressos económicos, apesar da Grande Depressão.

Quando a Dinamarca foi ocupada pela Alemanha nazi em Abril de 1940, a Islândia perdeu ligação com o seu chefe de estado. Um mês depois, a Islândia também foi ocupada, mas desta vez pelas tropas britânicas. Em Maio de 1941 o governo da Islândia declarou Sveinn Björnsson como o ministro regente da Dinamarca.

No princípio de 1944, estando a Dinamarca ainda ocupada pelos alemães, os cidadãos da Islândia decidiram unilateralmente terminar com o Tratado de União com a Dinamarca. Num referendo à escala nacional, com 98.6% dos votantes inscritos, 95% escolheram a República. A República da Islândia foi proclamada em Thingvellir a 17 de Junho de 1944, sendo Sveinn Björnsson o primeiro presidente.

Paradoxalmente, a Islândia celebrou a criação da República e a alienação das leis estrangeiras estando ainda ocupada por estrangeiros. Em 1941 o governo da Islândia foi pressionado pelo Reino Unido e pelos Estados Unidos a pedir protecção norte-americana, para, inicialmente, permitir que as tropas britânicas cessassem a ocupação e fossem servir o seu país noutro palco de guerra. Contrariamente às obrigações contratuais, os EUA não tomaram controlo da Islândia até ao fim da Segunda Grande Guerra. No entanto, em 1946 foi assinado um acordo, permitindo aos EUA tomarem controlo do aeroporto de Keflavík por 6 anos e meio. Depois desse acordo ter expirado, a Islândia tornou-se membro da NATO, e em 1951, durante a Guerra da Coreia, os EUA tiveram a autorização da Islândia para estacionar tropas no país, sob a égide da NATO. A presença norte-americana no território da Islândia, influenciou, de certa forma, mais do que uma geração.