Itália

// Informações sobre a Itália antes, durante e depois da guerra.



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Se se retroceder no tempo, pode encontrar-se um marco na história da Itália: a encíclica Rerun Novarum de 1891, que motivou os católicos italianos a sentir simpatia pelos sindicatos. Dada a inegável tendência católica dos italianos, a consequência dessa encíclica foi a de que o sindicalismo teve o seu auge na sociedade deste país mediterrâneo.

A situação política da Itália fez com que esta se mantivesse neutral, aquando do início da Primeira Grande Guerra. No entanto, as pressões dos sectores nacionalistas e de esquerda, forçaram o governo a declarar guerra. Com a sua união à Tripla Entente em 1915 e a derrota dos austríacos, mediante a Conferência de Versalhes conseguiu recuperar Trentino, Alto Adigio, Trieste, Istria e Zara, apesar de não ter recuperado Fiume e Dalmacia. Como reacção a tudo isto, Gabriele D?Annunzio e os respectivos legionários invadiram Fiume entre 1919 e 1920. Nesses anos de pós-guerra foi formada a Jugoslávia, em simultâneo com a divisão do Império Austro-Húngaro por parte das forças vencedoras. Mediante o Tratado de Rapallo de 1920, Dalmacia passou a pertencer à Jugoslávia, com excepção de Zadar. Este foi declarado como sendo território livre, apesar de ter sido anexado pela Itália três anos depois.

Terminada a Grande Guerra, Benito Mussolini, que tinha sido expulso do PSI, por ter apoiado a entrada da Itália na guerra, cheio de ressentimento e impelido pelos pobres resultados da guerra: a Itália encontrava-se economicamente devastada. Mussolini com o carisma que o caracterizou irradiou uma mistura de nacionalismo com pragmatismo, exortando ao movimento sindical a colaboração entre os capitalistas e trabalhadores em nome dos grandes interesses da nação. Em Janeiro de 1921, Benito Mussolini fundou o Partido Fascista, que já tinha sido discutido numa reunião em 23 de Março de 1919, na praça do Santo Sepulcro em Milão.

Em 1921, o PSI sofreu um colapso devido à renúncia de Amadeo Bordiga e António Gramsci que arrastou uma grande quantidade de militantes partidários para formar o Partido Comunista (PCI), deixando o PSI orfão do seu sector mais radical.

 

Depois da crise governamental e depois de uma manifestação em Roma (espécie de golpe de estado), o rei Víctor Manuel III foi forçado a nomear Mussolini o chefe de governo. Após a reforma eleitoral, foi concedida a maioria ao Partido Fascista, manobra que o líder socialista Giácomo Matteotti denunciou antes de ser assassinado em 1924 pelas milícias armadas (os camisas negras) do Duce Mussolini. A nova Constituição implantou a censura da imprensa e em 1929 o Pacto de Latrão foi assinado com o papa Pio XI através do qual se reestabelecia o poder dos papas. Mediante esta manobra, o governo de Mussolini ganhou o apoio dos católicos.

A política internacional de Mussolini serviu quase exclusivamente para despertar o povo italiano para a conquista de novas colónias. Em 1936, e apesar disso ser contra a Sociedade das Nações, a Itália invadiu a Etiópia e um ano depois o Império italiano de África Oriental foi constituído. Ao mesmo tempo em que decorria a guerra civil espanhola, estreitaram-se as relações entre a Itália e a Alemanha, formando o Eixo Roma-Berlim e Mussolini enviava vários aviões para defender a causa de Francisco Franco. Em Abril de 1939, as tropas italianas ocuparam a Albânia.

Durante a Segunda Grande Guerra, a Itália declarou guerra ao Reino Unido e à França, e com a derrota do Eixo, perdeu as respectivas colónias. Em 1943, os Aliados derrotaram as tropas de Adolf Hitler, tendo o rei da Itália ordenado que as tropas italianas combatessem os alemães.