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Medalha Estrela de Bronze
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Tiger I

Panzerkampfwagen VI

// Informações sobre o tanque Tiger I (Panzerkampfwagen VI).

Wir Werden Sieger - durch unsren Tiger, «Seremos Vitoriosos, graças aos nossos Tigres». Esta frase exemplifica a confiança que os soldados alemães colocavam à sua famosa arma de guerra. Era tal o medo que despertava nos Aliados que cada jovem soldado americano (green GI) considerava que todos os Panzer alemães eram Tigers. Este tanque foi o primeiro veículo armado alemão que superou em muito qualquer tanque dos Aliados, incluindo os poderosos T-34.

As histórias que derivaram dos encontros das forças aliadas com esta arma tão temida foram convertidas em lendas de medo e sangue. Os incríveis ShwereAbtilung (Batalhões Pesados) incluíam os melhores tanquistas existentes em toda a História, sendo que o mais recordado deles é Michael Wittman.

O projecto de construir um tanque superior a todos os veículos existentes na altura, levado a cabo pelas forças armadas alemãs, foi iniciado em 1937 e ficou a cargo do Dr. Porshe e Henschel, ambos com uma grande carreira de desenhadores. No entanto, nenhum dos desenhadores tinha desenhado um tanque pesado. A fábrica Krupp foi escolhida para construir a torreta de ambos os desenhadores para, posteriormente, serem realizados testes. Henschel produziu dois protótipos: o VK4501 (H)H1 e o VK450 (H)H2. O modelo H1 estava armado com um canhão de 88 mm KwK 35 L/56 desenhado originalmente como arma antiaérea, e o modelo H2 contava com uma 75 mm KwK 42 L/70. Decidiu-se continuar com o modelo H1, e em Abril o protótipo estava pronto.

A 17 de Abril de 1942, ambos encontravam-se prontos, assim como ambos os desenhos que foram apresentados a Adolf Hitler a 20 de Abril. Em Julho foram postos à prova numa escola de tanquistas em Berka, na Alemanha. Durante os testes, o modelo VK 4501 (H) de Henschel teve um grande êxito, tendo sido aprovado o seu fabrico nas fábricas de Henschel em Kassel.

Os primeiros Tigers foram enviados para o NortGruppe na área de Leninegrado em Agosto de 1942, fazendo parte do Batalhão 502. O Batalhão 501 foi enviado, em Dezembro de 1942, para a Tunísia. Estes Tigers impuseram a sua força na luta no deserto.

O Norte de África foi o local onde, pela primeira vez, as unidades americanas enfrentaram as forças alemãs dos Tigers, sendo que o respectivo desempenho foi reduzido e o seu impacto nos eventos no Norte de África foi praticamente nulo. O imenso poder aéreo dos Aliados mostrava os seus efeitos e a guerra no Norte de África estava ganha pelos Aliados.

 


 
Características
Peso 55 ton.
Tripulação comandante, atirador, municiador, motorista e rádio-operador
Motor Maybach HL 230 P45 a gasolina
Velocidade 38 Km/h (estrada) e 20 Km/h (fora da estrada)
Alcance 100 Km (estrada)
Comprimento 3,73 m
Altura 2,85 m
Armamento Principal Canhão KwK 36 de 88 mm/L56
Armamento Secundário Metralhadoras MG 34 de 7,92 mm
(1 coaxial, 1 no casco e 1 na torre, antiaérea opcional)
Munição 92 projecteis de 88 mm e 5.000 de 7,92 mm
Blindagem do Casco 100 mm (frente), 82 mm (lados e ré) e 25 mm (teto e piso)
Blindagem da Torre 100 mm (frente), 82 mm (lados e ré) e 25 mm (teto)


A maioria dos tanques foi destruída pela própria tripulação, exceptuando um que foi capturado pelos britânicos durante a retirada dos DAK (Deutsche Afrika Korps).


Os Tigers foram usados pelas SS e pela Wehrmacht durante toda a guerra, e lutaram até aos combates desesperados em Berlim, em 1945. Em ambas as frentes, tanto os Tommys como os soviéticos aprenderam a temer o poderoso canhão de 88 mm Flak 36 L/56 que era perigoso para qualquer outro veículo aliado. A sua grossa armadura tornava-o invulnerável à maioria dos tanques aliados, exceptuando os poderosos tanques russos. A única real desvantagem dos Tigers era a sua necessidade de manutenção contínua. Durante a guerra este tipo de tanque alemão destruiu um grande número de veículos inimigos e construíram o incrível mito dos Tigers.


Devido ao grande rendimento dos Tigers, os alemães construíram um grande número de variações. Desde Julho de 1942 até Agosto de 1944 Henschel construiu 1360 Tigers. O mês de maior produção foi Abril de 1944, com 105 Tigers construídos. A principal razão pela qual se construiu um número reduzido de tanques deste tipo em toda a guerra foi o trabalhoso e caro fabrico. Nos finais de 1944, este tanque foi substituído pelo Tiger II. O fabrico dos Tigers nunca foi suficiente para cobrir as necessidades.

Se se comparar o número de tanques Tiger construídos pelos alemães (1360) com o número de tanques T-34 construídos pelos russos (50000) chega-se à conclusão de que se a quantidade de Tigers tivesse sido muito maior é provável que o destino do III Reich teria sido possívelmente diferente.




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