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Capacete de soldado de infantaria alemão
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Erwin Rommel

1891-1944

// Biografia completa de Erwin Rommel.

Guerreiro

Erwin Johannes Eugen Rommel, nasceu a 15 de Novembro de 1891 em Heidenheim an der Brenz próximo de Ulmen Wurtemberg, Alemanha. A província em que nasceu chamava-se Llamada Suabia, uma terra, berço de guerreiros que pareciam viver só para alcançar glórias militares. O seu pai era professor e a sua mãe Helena von Luz era filha do presidente do governo de Wurtemberg.

Apesar de pretender ser engenheiro, aos 18 anos ingressou no exército, sendo aceite como aspirante a cadete no 124º Regimento de Wurtemberg. Em 1911 apresentou-se na Escola de Guerra de Danzig onde ingressou com o grau de Alferes em 1912.

A 2 de Agosto de 1914, o seu regimento foi convocado para a guerra. Em Setembro foi condecorado por ter morto com uma baioneta três soldados franceses ao ter-se encontrado sem qualquer munição. Ficou ferido numa das pernas, tendo sido o primeiro ferimento de guerra. Ao regressar à frente, em Setembro/Outubro de 1915 tornou-se merecedor da Cruz de Ferro de Primeira Classe pela bravura em combate demonstrada durante as acções em Argonne.

Em Maio de 1917 foi transferido para a frente Oeste e participou nos ataques de Monte Cosna e Caporetto donde obteve a Ordem de Mérito, tendo passado a ser considerado Capitão. Em 1918 foi transferido para o seu antigo regimento em Weingarten e em 1919 é transferido para Friedrichshafen para comandar a companhia de segurança interna.



Primeira Guerra Mundial / Segunda Guerra Mundial

Dez anos depois, em 1929 ocupa o cargo de instructor de infantaria na Escola Militar de Dresde. Publica o seu primeiro livro intitulado Ataques de Infantaria (Infanterie Greiftan), baseado nas suas experiências da Primeira Grande Guerra.

Em Outubro de 1933 passa a ser major e é enviado a Goslar onde passa a comandar uma unidade de montanha. Conhece Adolf Hitler em 1934, o qual Erwin pensa que possa ser o homem que consiga tirar a Alemanha da situação em que se encontrava. Não sendo um político, não se interessa pelo Nacional Socialismo, mas Hitler chega a ter um grande afecto por ele.

Em 1938 é promovido a Tenente Coronel e é-lhe atribuído o cargo de professor na Academia de Guerra de Postdam. Em Agosto de 1939 (vésperas do início da guerra com o ataque à Polónia), Rommel, que era o comandante da Academia de Guerra de Wiener Neustadt, é chamado por Hitler para permanecer no seu quartel-general durante as operações. Passa a ser Major General e comandante do Corpo de Guarda de Adolf Hitler durante a campanha.

Depois da campanha na Polónia, Hitler pergunta a Erwin Rommel o que é que este desejava fazer, tendo este solicitado o comando de uma divisão Panzer. Consequentemente, a 15 de Fevereiro de 1940, apesar de não ter a experiência no comando de blindados, torna-se comandante da 7ª Divisão Panzer que forma o XV Corpo Panzer, sob as ordens do general Hoth. Com isto, participou na invasão de França que começa a 10 de Maio de 1940.



Campanha de França

Durante a Campanha de França, Rommel captura Dinant e chega a Philipville sem resistência a 12 e 15 de Maio, respectivamente. Uma das tentativas de conter as forças de Guderian, ocorreu a 21 de Maio em Arras, no momento em que 74 carros e 3 batalhões de infataria britânicos tentavam alcançar a 8ª Divisão Panzer. Os militares ingleses foram, então, interceptados pelo pela 7ª Divisão Panzer de Rommel, que arruinou o ataque com a ajuda dos Stukas e do canhão antiaéreo 88, que foi utilizado pela primeira vez como arma anti-tanque com grande êxito.

Posteriormente, quando as forças alemãs lançam o ataque ao interior de França, Rommel avança desde Abeville, alcançando Rouen a 10 de Junho e tendo conquistado Cherburgo no dia 19. A 26 de Maio é condecorado com a Cruz de Cavaleiro para a sua Cruz de Ferro.

Rommel caracterizou-se por marchar sempre à frente das suas tropas, especialmente nos pontos onde se falava de uma maior resistência por parte do inimigo. Aluno destacado do criador da Blitzkrieg (general Guderian), chegou a aperfeiçoar os movimentos das forças Panzer, em relação à velocidade e à grande coragem, tentando em todos os movimentos de ultrapassar o inimigo.

A 7ª Divisão Panzer chegou a ser chamada Divisão Fantasma, uma vez que, em muitas ocasiões, nem o Alto Comando Alemão nem o Estado Maior de Rommel sabiam onde se encontrava o seu comandante, sendo que o seu êxito consistia na velocidade de penetração no terreno e em estar sempre à frente das suas tropas, existindo ocasiões em que desligava o equipamento rádio para não ser incomodado.



Afrika Korps


 

Depois da Campanha de França, dedica-se a escrever o seu diário onde descreve os acontecimentos desde Maio até Junho de 1940. Em Janeiro de 1941, passa a ser Tenente General e é transferido para Berlim. A 6 de Fevereiro, recebe o comando dos Afrika Korps com o objectivo de preparar esta força para apoiar Itália na sua campanha contra os ingleses. As suas ordens foram a de irem a 12 de Fevereiro para Trípoli.

A 14 de Fevereiro de 1941, Rommel já instalado em Trípoli com a 5ª Divisão Panzer Ligeira (5ª Leichte), à qual se uniu em Maio a 15ª Divisão Panzer. A 24 de Fevereiro encontra-se pela primeira vez com os ingleses na El Aghelia e a 31 de Março lança um ataque bem sucedido sobre as posições britânicas em Mersa Brega, utilizando as tácticas da Blitzkrieg aperfeiçoadas em França. Empurra os britânicos, avançando deste Trípolitania e lançando-se contra a Líbia em Cirenaica, sendo que estava a tentar capturar Bengazi.

A 15 de Abril de 1941, encontra-se em Bardia-Solum e marcha até oeste do Egipto. Os ingleses são obrigados a atrincheirar-se em Tobruk. Nesses meses passou a ser conhecido pela Raposa do Deserto, pela forma astuta como encarava os combates. Desejando obter resultados que pareciam impossíveis de serem alcançados.

A 21 de Janeiro de 1942 são concedidas as Espadas à sua Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho e no dia 30 passa a ser Coronel General. Mais tarde, a 21 de Junho de 1942, passa a Marechal de Campo, com 50 anos de idade, sendo o marechal mais jovem da história da Alemanha. Em Agosto de 1941, os Afrika Korps são reorganizados e formado como os Afrika Panzer Gruppen. Rommel é colocado no comando de todas as forças do norte de África que incluem cinco divisões italianas. Uma das suas tácticas foi a de cobrir com lona os canhões de 88 e colocá-los em forma de U, fazendo com que parecessem dunas de areia. Assim sendo, sempre que lançava ataques com os tanques ligeiros, retrocediam até essas posições em U. Tal movimento fazia com que os blindados ingleses ficassem à mercê dos canhões 88.



Descalabro no Norte de África

A 5ª Divisão Ligeira foi renomeada 21ª Divisão Panzer e Rommel recebeu a 90ª Divisão Ligeira. Na realidade nunca obteve os reforços que solicitava. Em Outubro começou a planear uma nova ofensiva e reforçou as posições até Novembro de 1941.

Na noite de 17 de Novembro de 1941 um comando inglês entra no acampamento do Quartel General de Rommel, com o objectivo de assassiná-lo, no entanto, este não se encontrava aí. A 18 de Novembro de 1941, os ingleses iniciam a ofensiva Crusader, e Rommel é obrigado a retirar-se até El Aghelia na Líbia. Em Janeiro de 1942 Rommel reinicia a sua ofensiva e obriga os ingleses a retirar-se até à linha de Gazala.

Rommel ordena prender troncos e ramos de árvore aos tanques ligeiros italianos que marcham à frente contra os ingleses. Os ingleses pensaram que se tratava de um ataque frontal com todas as forças alemães e optaram por retirar-se na direcção errada. Rommel, de imediato, ataca com a Divisão Panzer desde o outro lado, destruíndo as forças britânicas.

No final de Janeiro lança uma nova ofensiva, recapturando Benzagi e força os britânicos a retreceder até à Linha Gazala. Em Fevereiro consolida as posições defensivas. A 26 de Maio inicia uma nova ofensiva que termina com a captura de Tobruk a 21 de Junho. No dia 30 alcança Marsa Matruh e estabelece linhas defensivas em El Alamein a 96 Km de Alexandria e a um passo do Cairo.

Nessa altura, as forças do Grupo Afrika estão dizimadas. Apenas restam 50 tanques e as suas provisões dependem da capturas feitas ao inimigo. Apesar dos seus vários pedidos, não consegue receber equipamento suficiente devido à crescente necessidade dos mesmos na Frente Leste. Contudo, reinicia a ofensiva fazendo com que os ingleses retrocedam desde a linha defensiva de El Alamein e chega a Alam Halfa, apesar de se ver obrigado a retroceder até as suas linhas de partida em El Alamein devido ao esgotamento de recursos.

Com os problemas de saúde em Outubro, viajam para a Alemanha. No entanto, com a contra-ofensiva britânica, Rommel regressa ao seu Quartel General a 25 de Outubro. Sem ter como fazer parar os ingleses, abandona El Alamein e retrocede. Os ingleses recapturam Tobruk a 12 de Novembro aquando do início da Operação Tocha com o desembarque de forças anglo-americanas na costa ocidental de África.

A 17 de Dezembro, os ingleses recapturam El Aghelia e Rommel sem equipamento nem combustível decide recuar até Tunes. A 23 de Janeiro, os britânicos capturam Trípoli. A 19 de Fevereiro, Rommel lança a sua última ofensiva e recaptura Paso de Kasserine, apesar de a 22 desse mês é obrigado a parar devido à superioridade das forças Aliadas. Rommel deu o comando do novo Grupo de Exércitos de África ao general von Arnin, no entanto, no dia 23 foi forçado a retomar o comando. A 6 de Março de 1943 foi chamado à Alemanha e aproveitou a oportunidade para convencer Hitler de que a luta em África não tinha sentido a menos que recebesse reforços. Tal medida era impraticável dada a situação da Frente Este. A 11 de Março de 1943 foi condecorado com a Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho, Espadas e Diamantes, sendo o sexto oficial a receber tal honra. Entre Março e Julho de 1943, Rommel passa uma temporada de férias com a sua família recuperando a sua saúde que se encontrava muito detiorada.

Em Maio de 1943, sem reservas, sem equipamento nem combustível, as forças alemãs renderam-se, tendo sido feitos cerca de 200.000 prisioneiros. Rommel encontra-se completamente desiludido. A 10 de Julho é nomeado Comandante Chefe das forças do Eixo na Grécia, no entanto, é chamado à Alemanha. Da mesma forma, é nomeado Comandante Chefe em Itália, no entanto, é subsituído pelo general Kesselring.



Muralha do Atlântico

No fim do ano de 1943, Hitler atribui-lhe o Grupo de Exércitos B sob o comando do Marechal de Campo von Rundsted, e encarrega-se da construção da chamada Muralha do Atlântico cuja função é deter a iminente invasão Aliada. Uma vez que é realista, faz todos os possíveis para impedir a penetração das forças aliadas. No entanto, as forças necessárias para repelir o ataque estão muito dispersas e muito mal equipadas.



Morte Trágica

Num ataque aéreo enquanto se encontrava a viajar no seu automóvel perto de Vimoutier, é ferido e internado num hospital francês. Em pouco tempo é implicado num atentado contra Adolf Hitler a 20 de Julho de 1944, quando se realizava uma reunião do Estado Maior no Quartel General de Hitler. A sua participação é discutida e recusada por parte dos historiadores.

Entretanto, Rommel é transferido do hospital de Herrlingen, sendo posto em prisão domiciliária. Nessas circunstâncias, são-lhe dadas duas alternativas: ser acusado de traidor, humilhando a sua família, ou, suicidar-se. Em caso de suicídio, informar-se-ia que Rommel teria sido morrido devido a ferimentos e seriam-lhe prestadas as honras militares.

A 14 de Outubro de 1944, é levado a um hospital em Ulm, suicidando-se. No dia 18 de Outubro de 1944 é sepultado com as máximas honras militares, tendo sido decretado feriado nacional, visto que se tratava de um Marechal de Campo do Reich. Em 1950 foi publicada uma compilação dos papéis pessoais de Rommel, feita pela própria mulher Lucie-Maria, filho Manfred e o tentente Coronel Fritz Bayerlain, intitulada Krieg ohne Hass e conhecida como Os Papéis de Rommel.




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walter lock
09 de January 2013 às 22:00:22
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Rommel era o maior general alemão da II Guerra Mundial!Era um ás e um lider e mais do que isso era um estrategista dos melhores! Mas a sorte lhe foi madrasta!Implicado um atentado contra Hitler teve que suicidar-se e assim a Alemanha matou e perdeu,talvez o único general capz de levá;la a Vitória!!
JRJR (admin@worldwar-two.net)
10 de January 2013 às 08:30:07
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Levá-la à vitória seria difícil mas lá que perderam um grande general perderam.
MARIA DAS DORES GOMES DUTRA
17 de July 2015 às 13:09:33
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Adorei esta biografia de Rommel. Gostaria de saber mais sobre ele e sobre os países que luturam contra o eixo.
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