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Herman Wilhelm Goering

1893-1946

// Biografia completa de Hermann Goering.

Neste homem grosseiro, pálido, disfarçado com sedas, ouros e pedras preciosas e vítima durante dezenas de anos da morfina, depositou o Terceiro Reich as mais altas responsabilidades. A sua vida simbolizou a aventura tragicocómica encenada pelo regime nazi: a do filho de um ex-oficial de Cavalaria, herói na Primeira Grande Guerra, ébrio de luxos e poder nos dias dourados e, posteriormente, prisioneiro das suas prórpias contradições, levado ao suicídio, quando não era mais que um farrapo sem vontade.

Após ter sido expulso de várias escolas, onde se lhe reconheceu tanto a sua inteligência como o seu despotismo, começa a carreira militar aos dezanove anos. No início da Primeira Grande Guerra é tenente da Infantaria, arma que rapidamente troca pela recém-nascida aviação. Piloto de caça em 1914, chega a assumir o comando da esquadrilha do barão Von Richthoten depois da sua morte. Condecorado com a medalha de Mérito pelo Kaiser como reconhecimento por ter derrubado 22 aviões Aliados, no fim do conflito volta, contudo, a pobreza, tendo que ganhar a vida em exibições aéreas na Dinamarca e na Suécia.

 

Um distinto militante nazi

Inicia a sua relação com o Partido Nacional Socialista ao estabelecer amizade com Rudolf Hess na Faculdade de Ciências Políticas. Em 1922 conhece Hitler num comício. Impressionado pelas suas palavras, o jovem Goering, que vê no futuro fuhrer o homem capaz de dar vida aos seus ambiciosos sonhos, não duvida em pôr-se ao serviço do NSDAP. A um herói do Reich, o mínimo que Hitler pode fazer é atribuiu-lhe a direcção das SA, camisas castanhas, as ainda incipientes forças de assalto do partido.

Toma parte no pustch de Munique em Novembro de 1923, um sucesso que com o tempo mudará a sua vida. Ferido pela polícia, foge à severa justiça alemã, refugiando-se em Itália, sob a protecção de Mussolini. O seu exílio forçado durará até 1927, quando uma amnistia lhe permite o regresso ao seu país. Durante estes anos, as velhas feridas da perna voltaram a abrir-se e os médicos recorreram à morfina para mitigar as dores. Daí em diante, Goering viverá prisioneiro da droga, devorando comprimidos de paracodeína.

 


 

Ascenção para o luxo e caprichos

Deputado do Reichstag em 1927, inicia aqui a sua fulgurante carreira política, que o levará a ser presidente do Reichstag em 1932 e ministro do Interior seis meses mais tarde, com os nazis já no governo. Com Himmler, será o responsável máximo da implementação dos campos de concetração, assim como da criação da Gestapo.

É o momento de dar rédea solta às suas megalomanias. Um incrível palácio nos arredores de Berlim, em Schorfheide, com 50.000 hectares destinados à caça de gamos, alces, búfalos e cavalos selvagens; uma colecção de obras de arte que pouco a pouco vai ficando de valor ilimitado; uniformes tão extravagantes como grandiosos, desenhados especialmente para ele, e um sem número de luxuosos caprichos para saciar a incontida tendência de Goering de fazer-se notar.

Não há limites para o todo-poderoso marechal do Reich, novo título que Hitler lhe concede em 1940, o qual controla a economia de uma Alemanha que se arma para a guerra.


O fracasso que veio com a guerra

Apesar da auréola de grande guerreiro, será precisamente no campo de batalha que Goering enfrentará o mais clamoroso fracasso. Empenhado pessoalmente em tornar a Luftwafe (força aérea alemã) numa Arma Invencível para os céus da Europa, revolucionou a indústria aeronáutica e multiplicou as tripulações. Os seus novos aviões teriam o baptismo de fogo na guerra civil espanhola, com a Legião Condor, mas seria na Batalha de Inglaterra que Goering arriscaria todo o seu prestígio.

Incapaz de acabar com a supremacia aeronaval britânica no Canal, sacrificará boa parte das suas forças no bombardeamento sistemático das cidades inglesas. Uma sangria inútil que posteriormente lhe custará as iras de Hitler, que pela primeira vez censurará duramente o seu fiel colaborador. A incapacidade da Luftwaffe para abastecer o cercado VI Exército de Paulus em Estalinegrado e os bombardeamentos Aliados sobre a Alemanha, que desdiziam a sua lapidar frase de que nenhum avião inimigo sobrevoaria o céu alemão, acabaram definitivamente com o mito Goering.

O acto final do Terceiro Reich precipita-se sobre todos os seus protagonistas como na melhor das tragédias clássicas. Enquanto Hitler se refugia no bunker de Berlim, Goering foge para Obersalzberg. Dali envia uma mensagem ao fuhrer à espera da resposta para saber se está de acordo que ele assuma todos os poderes do Estado e negoceie com os Aliados uma rendição honrosa antes de ser apanhado pelos soviéticos. Hitler responde-lhe com a ordem de detenção por traição e a destituição de todos os seus cargos.


Suicídio perante a forca

Poucos dias depois é capturado pela 36ª Divisão do Exército norte-americano. Submetido a uma duríssima cura de desintoxicação e uma estrita dieta, emagrece 30 quilos (chegou a pesar 160) e recupera a sua lucidez anterior. No processo de Nuremberga jamais se considerou culpado das acções que lhe imputavam; pelo contrário, mostrou-se rude e determinado quando se defendia perante os juízes. Condenado à pena de morte por enforcamento, como responsável da conspiração de guerra, crimes contra a paz, crimes de guerra e crimes contra a Humanidade, suicidar-se-ia ingerindo uma cápsula de cianeto na sua cela, horas antes da execução.

Morria um Goering quase irreconhecível, envelhecido.




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