A segunda guerra mundial provocou, em todo o mundo, grandes destruições materiais (cidades como Varsóvia foram totalmente arrasadas), enormes perdas humanas (calcula-se que o número de mortes tenha atingido os cinquenta milhões entre militares e civis, sem esquecer as vítimas do Holocausto) e deixou uma herança política pesada para os decénios seguintes (divisão da Alemanha em dois estados com regimes antagónicos, divisão do mundo em dois blocos político-militares), com um mundo apavorado pela perspectiva de uma guerra nuclear capaz de eliminar todas as formas de vida da face da Terra.
Nos anos do imediato pós-guerra, constituiu-se um Tribunal Internacional, que funcionou em Nuremberga, julgando e condenando os responsáveis alemães pelo desencadear e pelo desenrolar do conflito. Foi terrível o balanço do julgamento dos responsáveis alemães: consideraram-se provados, por meio de provas materiais e testemunhos, crimes contra a paz (preparação consciente e deliberada para a guerra de conquista), crimes de guerra (assassinato de prisioneiros de guerra, utilização de prisioneiros como trabalhadores escravos, execução de reféns) e crimes contra a humanidade (genocídio de várias minorias). Julgamentos semelhantes foram levados a efeito no Japão e noutros países, terminando invariavelmente com a condenação e execução de altos responsáveis. O horror suscitado pelos crimes perpetrados levou a que as leis passassem a considerar que os crimes de guerra não podem prescrever e a que a comunidade internacional, reunida na Organização das Nações Unidas, aprovasse a Declaração Universal dos Direitos Humanos, destinada a evitar a repetição dos actos criminosos do passado recente.

