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Radar

// O Radar (Radio Detection And Ranging) foi a tecnologia revolucionária que foi inventada na década de 30 e que foi muito útil para fins militares durante a 2 ª Guerra Mundial.

No prelúdio da guerra, vários países faziam pesquisas para investigar a possibilidade de detectar objectos distantes utilizando ondas de rádio.
 
No período de 1934-1939, oito nações desenvolviam, de forma independente e em grande segredo, sistemas deste tipo: Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha, URSS, Japão, Holanda, França e Itália. A Grã-Bretanha, adicionalmente compartilhava os conhecimentos de suas pesquisas com outras nações do Commonwealth: Austrália, Canadá, Nova Zelândia, e África do Sul, e esses países também desenvolveram seus próprios modelos de radar. Durante a guerra, a Hungria foi adicionada a essa lista.
 
De acordo com as teorias vigentes no pré-guerra, seria possível localizar objectos com a emissão de rápidas descargas de ondas de rádio. Estas ondas, ao chocarem com objectos sólidos, seriam reflectidas e captadas por um receptor. O tamanho do objecto poderia ser determinado pela intensidade do sinal reflectido e a distância pelo tempo decorrido entre a emissão e a recepção do sinal.
 
Em fins do século 19, o físico alemão Heinrich Hertz, já tinha realizado estudos demonstrando que objectos sólidos podiam reflectir ondas de rádio.
 
No começo dos anos 30, os alemães estavam a desenvolver aparelhos de rádio para detecção baptizados de Funkmessgerät für Untersuchung (Dispositivo de Medição de Rádio para Reconhecimento, ou Dispositivo sem fio para Investigação).
 
Em 1934, engenheiros alemães já tinham concebido um aparelho capaz de detectar um navio ou um avião a aproximadamente 12 quilómetros de distância.
A partir deste modelo, foram produzidos dois equipamentos bastante avançados para a época: o Seetakt para a Kriegsmarine e Freya para a Luftwaffe (Força Aérea Alemã). Entretanto, a marinha alemã não se interessou pelo aparato, apesar de determinar a instalação de Rádio-Telemetros em todos os seus grandes navios de superfície.
 
Mas a Luftwaffe, ao contrário, demonstrou grande interesse na nova tecnologia. Conseguindo em pouco tempo desenvolver além do Freya outro equipamento muito eficaz: o Wüzburg.
 
Corria o ano de1939: alemães e ingleses disputavam a liderança na silenciosa corrida pelo desenvolvimento do radar.
 
O Freya, de grandes antenas fixas, com alcance de 120 quilómetros, funcionava em conjunto com o Wüzbug cuja antena móvel, em forma de prato podia detectar  aviões voando a alta velocidade e alcançava 40 quilómetros.
 
Os Rádio-Telemetros instalados nos navios da Kriegsmarine revelaram-se muito precisos no início da guerra, sendo de grande valia para controlar o fogo de canhões de grande calibre, porém com o decorrer do conflito, os Aliados desenvolveram radares navais mais avançados.
 

 
Os alemães também foram responsáveis pelo primeiro sistema a incorporar um mostrador Plano Indicador de Posição (na sigla inglesa, PPI). Na Alemanha, esse ecrã era chamado de Panorama. O Panorama funcionava com o Radar de Alerta Antecipado Jagdschloss.
 
Do lado britânico, o engenheiro Robert Watson-Watt, realizou as primeiras demonstrações com um sistema radar em 1935.
 
Em Setembro desse ano, já existiam equipamentos operacionais com alcance de até 80 quilómetros, facto que levou as autoridades inglesas a considerarem seriamente a possibilidade de instalar uma Rede Costeira de Estações de Radar.
 
Em 1938 a rede começou a se construída, formando uma cadeia, a chamada Chain Home. Inicialmente 20 estações foram instaladas, sendo este número ampliado logo de seguida.
 
No mesmo ano, foram iniciados os testes de um novo sistema de radar, destinado a detectar navios em alto-mar, e em 1939, foram feitas demonstrações de como detectar aviões em vôo.
 
Os britânicos também desenvolveram estações móveis, denominadas Chain Home Low (CHL), capazes de detectar aeronaves a baixas altitudes.
 
Além disso, também colocaram em operação um sistema para identificação amigo-inimigo (Identification Friend or Foe), que mostrava na tela do radar se os aviões ou navios eram amigos ou inimigos.
 
No início, os radares, para os Aliados eram denominados com o acrónimo RDF (Radio Detection Finder - Busca por Rádio Detecção) e com o decorrer da guerra o nome foi modificado para RADAR (Radio Detecting And Ranging - Detecção e Telemetria pelo Rádio) .
 
O Radar revelou-se capaz de identificar dados relacionados às quatro dimensões de um alvo: distância (pelo tempo decorrido entre a emissão e recepção do eco); tamanho (de acordo com a forma e comportamento visual do sinal; posição (com uma antena direcional chamada goniometro); altitude (conseguido com a conexão entre várias antenas, sendo este o dado mais difícil de obter).
 
Para o sistema funcionar com máxima eficiência, operadores hábeis eram necessários, a fim de manejar o equipamento com rapidez e realizar os cálculos necessários para obter as coordenadas do alvo. Dificuldades para determinar a altitude das aeronaves persistiriam durante toda a guerra, para ambos os lados.
 
O Radar, além de desempenhar um papel vital durante a Batalha da Inglaterra, também foi de grande valia na Batalha do Atlântico, principalmente após a introdução de um aparelho, o Magnetron, que operava num sistema de 10 centímetros de comprimento de onda, ao invés do anterior, de 100 centímetros. Com ele era possível detectar até mesmo o periscópio de um submarino submerso a várias milhas de distância.

Fonte:
Wikipedia, Blog de Alexandre Philippi.


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