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Batalha de Inglaterra

// Informações sobre a Batalha de Inglaterra.

«Hitler sabe que terá de nos vencer nesta ilha ou perderá a guerra. Se nós lhe conseguirmos resistir, toda a Europa poderá se libertar e a vida no mundo inteiro poderá progredir para situações mais amplas e ensolaradas. Mas, se fracassarmos, o mundo inteiro, incluindo os Estados Unidos, incluindo tudo o que conhecemos e que nos é importante, afundará no abismo de uma nova era de trevas, transformada em algo mais sinistro e talvez até mais desesperado, pelas luzes de uma ciência pervertida. Por esse motivo, vamos aceitar os nossos deveres e preparar-mo-nos para que, se o Império Britânico e a sua Commonwealth conseguirem existir por mais mil anos, os homens continuem afirmando: 'Este foi o seu momento de glória'.» - Winston Churchill (18/06/1940)

Foi com estas palavras, proferidas na Câmara dos Comuns no dia 18 de Junho de 1940, que Winston Churchill fortaleceu os cidadãos ingleses para a grande provação: a Batalha da Inglaterra. Quais foram os planos de Adolf Hitler para invadir a Inglaterra? A base do plano foi a Operação Leão-Marinho. Ele pretendia abrir o caminho para uma invasão marítima através da destruição do Comando de Caças. Quando o número de baixas aumentou consideravelmente, os alemães esqueceram o seu objectivo e passaram a desferir ataques contra Londres e outras cidades do Reino Unido, numa operação conhecida usualmente como Blitz.

Os alemães reservaram um exército formado por cerca de vinte divisões para essa operação. Pode-se questionar se a frota por eles organizada era adequada para transportar esse exército, na medida em que a marinha alemã tinha sofrido sérias baixas durante a campanha da Noruega e não se encontrava em condições de escoltar as tropas nem mesmo ao longo do caminho marítimo mais curto que agora se sabe ter sido o escolhido. Obviamente, o desembarque seguro desses soldados dependeria mais da Luftwaffe do que da pequena marinha alemã. Uma vez em terra firme, teriam de enfrentar cerca de 25 divisões, todas em boas condições, mas com uma séria falta de armas modernas, meios de transporte e tanques. Apesar do seu moral ser bastante elevado, esse exército não era tão experiente e tão bem treinado quanto o alemão. Além disso, o exército estava espalhado de Kent até Cromarty, sem condições de saber o local de desembarque do inimigo. Durante muito tempo, o litoral leste parecia ser o local mais provável. No entanto, era possível que houvessem diversos desembarques em simultâneo. A possibilidade de desembarques por via aérea devia ser levada em consideração, apesar de não existirem condições para que os pára-quedistas conseguissem causar o impacto e a confusão que haviam espalhado pelos Países Baixos.

O Corpo de Voluntários da Defesa Local (que pouco tempo depois passou a ser chamado de Guarda Doméstica) foi criado numa noite do mês de Maio e, apesar de armado a princípio com espingardas e até mesmo com lanças antigas, não era de grande valor para a defesa de pontos vulneráveis. As suas fileiras estavam repletas de resolutos veteranos da guerra de 1914-18, que, sem dúvida alguma, tinham apresentado um comportamento valente e corajoso. O Reino Unido e o seu império estavam agora praticamente sozinhos. Além disso, o país não podia empregar todos os seus escassos recursos na defesa das ilhas britânicas, pois existia a necessidade de manter sua posição no exterior, principalmente no Mediterrâneo.

Mas, se faltavam aliados ao Reino Unido, este continuava a ter como amigo o presidente norte-americano Franklin D. Roosevelt. Não existia, nessa época, nenhum desejo por parte dos americanos de proclamar: A Inglaterra está derrotada. No entanto, o presidente Roosevelt teve um importante papel no fornecimento do seguinte armamento:


 
  • 500.000 rifles;
  • 80.000 metralhadoras;
  • 130.000.000 de conjuntos de munição;
  • 900 canhões de 75 mm e
  • 100.000.000 de granadas;

Além de tudo isto, o Reino Unido ainda possuía cerca de duzentos tanques operacionais.

O exército britânico esforçou-se ao máximo nos respectivos preparativos contra uma possível invasão por parte dos alemães. Muitos oficiais de habilidade comprovada, os generais Sir John Dill e Sir Alan Brooke, mantiveram as posições-chave de chefe do estado-maior imperial e de comandante-chefe das forças metropolitanas. Ainda passou um longo período antes que o exército pudesse passar para a ofensiva, mas, como uma garantia de que tempos melhores viriam, os comandos foram formados com a finalidade de desferir ataques contra qualquer lugar entre Narvik e Bayonne. Ninguém precisa duvidar de que, com o estado de espírito reinante em 1940, os ingleses teriam enfrentado uma invasão alemã com uma fúria obstinada. Mesmo assim, foi muito bom que o exército inglês não tivesse de enfrentar a Wehrmacht nos campos de Kent. Keitel e outros elevados oficiais das forças armadas do comando supremo alemão estavam convencidos, após o armistício francês, de que o Reino Unido estava disposto a negociar os termos de paz. Era um indício de quão mal eles conheciam o temperamento do povo britânico.
 

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